Prostatectomia Radical Robótica (RARP)


A plataforma robótica propicia manipulação precisa, delicada e com maior amplitude de movimentos em relação aos instrumentos laparoscópicos tradicionais. As pinças robóticas são passadas através de pequenas incisões abdominais, após insuflação abdominal, garantindo adequada visualização intracorpórea. Desta forma, é muito menos invasivo do que uma prostatectomia radical retropúbica aberta, que envolve uma incisão abdominal que se estende do umbigo até o osso púbico.

Fig. 1: Configuração padrão dos trocartes laparoscópicos robóticos na prostatectomia radical 


O grande diferencial da técnica robótica é permitir uma dissecção da próstata e dos tecidos periprostáticos com precisão incomparável. O uso de um endoscópio especial fornece uma visão tridimensional ampliada das delicadas estruturas ao redor da próstata, como nervos, vasos sanguíneos e músculos, possibilitando uma adequada preservação estrutural.

Fig. 2: Dissecção e preservação dos nervos responsáveis pela ereção. Note que os nervos do feixe vásculo-nervoso, incluindo o nervo cavernoso, representados em amarelo, envolvem a próstata.


Comparado a cirugia aberta, a recuperação pós-operatória tende a ser melhor. Verifica-se perda sanguínea e tempo de internação hospitalar menores, além de recuperação funcional mais efetiva, tanto do controle precoce da continência urinária quanto da recuperação da função sexual erétil.

No término da cirurgia, o homem acordará da anestesia com um catéter vesical que protege a anastomose vésico-uretral recém criada. Em muitos casos, o paciente será capaz de ter alta em 48 horas com o catéter vesical que será removido em cerca de dez dias. A maioria dos homens retornará ao trabalho dentro de duas a três semanas.