Cálculo Renal


Cálculos urinários renais, comumente chamados de pedra nos rins, se formam a partir da agregação de substâncias microscópicas concentradas na urina. Este processo progressivo é chamado de cristalização, ocorrendo até a formação de concreções que se assemelham a pedras.

Inicialmente a doença é assintomática, podendo passar desapercebida por muito tempo, principalmente enquanto os cálculos estiverem dentro do rim, em uma situação não obstrutiva, isto é, sem impedir a drenagem da urina. Sabe-se que 20% da população pode apresentar esta patologia. 

Fig. 1: Representação esquemática de diferentes localizações de cálculos dentro do sistema urinário.


O componente mais comum dos cálculos urinários é o cálcio, em cerca de 75% dos casos. Dentre estes, o cálculo de oxalato de cálcio é o mais comum, em aproximadamente 60% do total de casos. Outras composições frequentes são: fosfato de cálcio, ácido úrico e estruvita.



Cólica Renal


Os transtornos começam quando os cálculos se deslocam e alcançam o ureter, o canal que liga o rim à bexiga.

Isto impede a drenagem de urina, que se acumula, dilatando tanto o ureter, como o rim.

Desta forma, uma dor intensa, conhecida como cólica renal, ocorrerá. Esta se caracteriza por ser aguda, intensa e em cólica (aumenta e diminui alternadamente).

Inicialmente, se apresenta na região lombar, mas pode irradiar para o abdome inferior. Podem ocorrer náuseas, vômitos, febre com calafrios, frequência urinária aumentada e até sangramento urinário

Um quadro de obstrução ureteral de longo prazo pode levar a diminuição ou perda de função do rim afetado.


Fig. 2: Cólica renal.


Diversas outras causas como hérnia de disco, contusão muscular, artrose podem estar relacionadas à dor lombar. 

O diagnóstico de obstrução por cálculo urinário é eminentemente radiológico. O exame de imagem de eleição é a tomografia computadorizada de abdome e pelve.

Fig. 3: TC de abdome e pelve sem contraste venoso evidenciado ureterolitíase direita obstrutiva proximal. 


Medidas preventivas devem ser adotadas para evitar o aparecimento de novos cálculos, mesmo após tratamento cirúrgico adequado, pois quem já teve cálculo urinários tem risco de formar novo cálculo de 50% em 3 a 5 anos.

Fig. 4: Aumento da ingesta de líquidos, como água e sucos cítricos, é uma adequada medida preventiva de cálculos urinários.


O tratamento dependerá de diferentes fatores como a história do paciente, exames laboratoriais e características dos cálculos detectadas por exames de imagem, como tamanho, localização e densidade.  

De uma forma geral, cálculos urinários que obstruem o ureter e provocam cólica renal, se menores que 05mm, podem ser passíveis de tratamento conservador com terapia expulsiva medicamentosa. Enquanto cálculos maiores necessitam avaliação adequada para determinação de necessidade de intervenção cirúrgica.









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